Fundações de Pe. Tiago Alberione

Há muitas estradas pelas quais se pode chegar à santidade. A beatificação de Alberione testemunha ao mundo que gastar a vida anunciando o evangelho com os meios de comunicação é uma delas.

beatificacao-padre-tiago-alberioneAs fundações de Pe. Alberione carregam como herança e razão de ser esse espírito. Tudo aquilo realizado pelos Paulinos, Paulinas, Pias Discípulas, Pastorinhas, Apostolinas, Cooperadores Paulinos, Anunciatinas, Gabrielinos e membros dos institutos Sagrada Família e Jesus Sacerdote é marcadamente comunicação, a qual ganha contornos próprios segundo a especificidade de cada carisma. Essa comunicação é, também, pregação legítima da Palavra de Deus.
De acordo com Pe. Alberione, seus filhos, filhas e colaboradores não deveriam temer o tempo presente (pois este é sempre o tempo favorável), mas servirse dele e de suas dádivas em favor do próprio ser humano. O fundador tinha ciência de que estava dentro da Igreja e era necessário viver segundo seu espírito, mas ensinava que toda matéria devia ser tocada, tudo devia ser perscrutado e, ao final, ganhar contornos cristãos.

Agora, a vida, a intuição, as obras e o zelo de Pe. Alberione ganham como que seu coroamento. Tudo o que viveu e tudo o que deixou são caminhos que levam à plena configuração com Deus. Há muitas estradas pelas quais se pode chegar à santidade; a beatificação de Alberione testemunha ao mundo que gastar a vida anunciando o evangelho com os meios de comunicação é uma delas. Que toda comunicação esteja, então, a serviço da verdade e da vida.

O Milagre Para a Beatificação do Venerável Pe. Tiago Alberione

Tendo em vista a beatificação de Pe. Alberione, a Postulação da Causa submeteu ao juízo da Congregação para as Causas dos Santos a presumida cura milagrosa da Anunciatina (membro do Instituto Nossa Senhora da Anunciação) María Librada González Rodríguez, nascida em Guadalajara (Jalisco, México), em 7 de setembro de 1931. No dia 4 de abril de 1989, devido a uma queda, María sofreu uma lesão no pé direito, que teve de ser engessado, levandoa à imobilidade. Em 29 de abril foi internada com urgência em um hospital de Guadalajara com insuficiência respiratória causada por uma tromboembolia pulmonar, permanecendo ali por 12 dias.

No dia seguinte à sua saída do hospital, foi internada novamente por fibrilação auricular associada a grave dispnéia (dificuldade em respirar normalmente), a que se seguiu, em 19 de maio, um acidente vascular cerebral por embolia, que lhe causou hemiplegia (paralisia de um dos lados do corpo) facial e corporal com afasia (incapacidade ou dificuldade de falar como conseqüência de lesão cerebral).

No dia 20 de maio de 1989, vítima de nova crise respiratória muito mais grave que as precedentes, com a duração de meia hora, acompanhada por forte dor nos ombros, María sentiu que estava morrendo e invocou a ajuda divina por intercessão do Venerável Pe. Tiago Alberione. No mesmo instante, recuperou a capacidade de respirar normalmente, sem necessidade de oxigênio. No dia 25 do mesmo mês pôde deixar a terapia intensiva.

A cura, considerada imediatamente milagrosa, em 1994 foi submetida à Investigação Diocesana aberta na Cúria de Guadalajara e reconhecida juridicamente válida pela Congregação para as Causas dos Santos, com Decreto de 10 de novembro de 1995. A Consulta Médica, em sua sessão do dia 14 de fevereiro de 2002, reconheceu que a cura foi relativamente rápida, completa, duradoura e inexplicável à luz dos atuais conhecimentos científicos. No dia 6 de setembro do mesmo ano, celebrouse o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, e, no dia 15 de outubro, teve lugar a Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos, sendo Ponente da Causa o Exmo. Dom Andrea Maria Erba, bispo de Velletri-Segni.

Em 20 de dezembro de 2002, o Santo Padre leu o Decreto para a Beatificação do Venerável Pe. Tiago Alberione, cuja solene proclamação e inscrição no Martirológio Romano ficaram marcadas para o dia 27 de abril de 2003, na Praça de São Pedro, no Vaticano (Roma).

(Pe. Antônio Lúcio da Silva Lima, ssp O Cooperador Paulino, n° 71 janeiroabril/2003 pp. 1417)